As principais causas da infertilidade feminina são: as alterações da ovulação, como a ausência de menstruação ou ciclo irregular; endometriose (doença que se caracteriza pela fixação do tecido que reveste o interior do útero em outras partes do corpo, além de sangramento durante o período menstrual); aderências ou cicatrizes nas trompas e nos ovários (causadas por endometriose, doenças sexualmente transmissíveis ou abortos, por exemplo).
Outro fator muito comum é a obstrução das trompas causada por cirurgia - laqueadura, doenças sexualmente transmissíveis ou má formação do órgão. Além disso, podem acontecer ainda problemas com relação aos fatores imunológicos - anticorpos contra o esperma ou contra o próprio ovário - que prejudica o desenvolvimento dos folículos, como também, as doenças inflamatórias pélvicas, sexualmente transmissíveis como a gonorréia, sífilis, etc.
Obs: Infertilidade não é o mesmo que esterilidade.
Causas mais comuns da infertilidade feminina:
*Fator Ovulatório
*Ausência de óvulos
*Disfunção ovariana
*Anormalidades no eixo hipotálamo hipofisário
*Fator Tubário
*Ausência ou obstrução das tubas uterinas
*Aderências pélvicas
*Endometriose
*DIP - Doença Inflamatória Pélvica
*Fator uterino
*Anomalias anatômicas
*Distúrbios de implantação (alteração endometrial)
*Seqüelas de infecção ou cirurgia (sinéquias)
*Pólipos e miomas
*Fator imunológico: Pode estar presente tanto no muco cervical quanto nos espermatozóides
*Fator psicossomático: Embora seja muito discutido, algumas evidências diretas e indiretas sugerem a validade da etiologia psicogênica em determinados casos de infertilidade. A exemplo de outros distúrbios psicossomáticos, e a infertilidade psicogênica se desenvolve através de um processo que partindo de um conflito intra-psíquico, com somatização inconsciente, em estruturas neuroendócrinas e neurovegetativas podendo alterar a fisiologia da ovulação e/ou de outras vísceras reprodutoras.
*Fatores genéticos como, por exemplo, síndrome de Turner com incidência de aproximadamente 1 em 8000 nascidos vivos. O fenótipo da síndrome de Turner é feminino. As características secundárias não se desenvolvem em 90% das meninas afetadas, tornando necessário a substituição hormonal. A anormalidade cromossômica da monossomia do X é a mais comum observada em seres humanos nascidos vivos e em abortos espontâneos, e ela é responsável por cerca de 18% de todos os abortos causados por anormalidades cromossômicas em 75% dos casos é o cromossomo X do pai que está ausente. Na síndrome de Turner a constituição cromossômica mais comum é 45,X entretanto, metade dessas pessoas tem outros cariótipos por exemplo um cariótipo mosaico 45,X/46XX. A maioria das pacientes com Síndrome de Turner são inférteis devido a disgenesia gonadal.
Exames para diagnóstico de infertilidade feminina:
*Dosagens hormonais
*Curva de temperatura Basal (CTB): No ciclo ovulatório a curva de temperatura é bifásica. Isto ocorre porque a progesterona (hormônio secretado pelo corpo lúteo do ovário após a ovulação) propicia a elevação da temperatura na segunda fase do ciclo, mantendo uma platô térmico de pelo menos 10 dias. A progesterona é de fundamental importância para a implantação embrionária no útero. A menor temperatura do ciclo corresponde ao dia ovulatório.
*Score cervical: Características do muco cervical (volume, filância, tunelização, cristalização, celularidade) no período ovulatório. O muco cervical é produzido no colo uterino (glândulas endocervicais) sob estímulo estrogênico e é de fundamental importância para a migração dos espermatozóides até as trompas.
*Teste pós - coito (Sims - Huhner): para testar a habilidade do espermatozóide em penetrar no muco cervical. Esta análise é realizada no período ovulatório, 6 a 8 horas após o coito.
*Ecografia transvaginal: Realizada no período ovulatório, avalia a presença e o grau de maturidade dos folículos ovarianos e a espessura da mucosa endometrial.
*Histerossalpingografia (HSG): Radiografia contrastada, realizada entre o 7 o e 10 o dia do ciclo menstrual, útil na avaliação anatômica do útero e das trompas visando detectar a existência de obstruções tubárias ou outras anomalias.
*Histeroscopia: visualização da cavidade interna do útero para a afastar a presença de sinéquias pós-curetagem uterina ou ainda pólipos endometriais e miomas submucosos, assim como uma possível endometrite que dificultaria a implantação embrionária.
*Laparoscopia: investiga a cavidade pélvica afastando a presença de aderências pélvicas; endometriose; obstrução tubária; má formação uterina; mioma e doença inflamatória pélvica.
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