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domingo, 4 de dezembro de 2011

Como calcular o período fértil

Você sabe calcular seu período fértil?

O cálculo do período fértil por si só não é garantia de que você vai engravidar, mas aumentam suas chances se tiver relações nesse período. Quem ainda se sentir insegura com os cálculos saiba que o ideal são as relações regulares em todo o ciclo.

Ele é calculado de acordo com o tamanho do ciclo que você tem, então esqueça aquela história de que vai ovular no 14º dia do ciclo (vale apenas para os ciclos de 28 dias). Esse tamanho do ciclo não é quantos dias você menstrua, mas o espaço de tempo que vai do primeiro dia da menstruação até o dia anterior da menstruação seguinte.
Além das tabelas que você verá abaixo, verifique alguns sinais que são indicativos da sua ovulação, dentre eles podemos citar a dor pélvica que ocorre em algumas mulheres, provocada pela distensão excessiva do folículo que envolve o óvulo na hora da eliminação dele; a mudança da temperatura basal do seu corpo, que ocorre devido a progesterona que promove uma elevação de cerca de 0,2 - 0,6ºC da temperatura; e também a mudança do aspecto do muco cervical (secreção que sai na vagina). Ele passa do aspecto de clara de ovo e abundante ( período fértil) para um mais ralo, cremoso e sem elasticidade (pós ovulação).

Por exemplo: Se o primeiro dia do ciclo foi 22/06 e seu ciclo é de 28 dias, temos:
22 23 24 25 26 27 28 29 30 ( 01 02 03 04 05 06 07) 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 

Você provavelmente menstruará no dia 20//07. Ocorrendo a ovulação 14 dias ANTES da menstruação, esta se dará no dia 05/07 pois dia 19 - 14 = 5 , ou seja, dia 05 será seu provável dia de ovulação. Como seu período fértil aproximado fica em 4 dias antes e 2 dias após a ovulação, então o início do período fértil será no dia 1º e o término, dia 7.

Atenção: O primeiro dia do ciclo menstrual é aquele de “sangue vivo” não conte borras! Esse primeiro dia do ciclo só conta no ciclo atual, não entra no cálculo do ciclo seguinte.

Como são comuns os ciclos irregulares, o cálculo para o período fértil deve ser calculado levando em consideração o ciclo mais curto e o ciclo mais longo. Neste caso você deve anotar o 1° dia da menstruação durante vários meses e calcular a duração de seus ciclos (cada um deles contado do primeiro dia da menstruação). Então é importante fazer uma média de pelo menos três meses e registrar as informações acima indicadas para um cálculo do período fértil mais preciso.


Ciclos de 25 dias: Período fértil ente o 7º e o 12º dia.

Ciclos de 26 dias: Período fértil ente o 8º e o 13º dia.

Ciclos de 27 dias: Período fértil ente o 9º e o 14º dia.

Ciclos de 28 dias: Período fértil ente o 10º e o 15º dia.

Ciclos de 29 dias: Período fértil ente o 11º e o 16º dia.

Ciclos de 30 dias: Período fértil ente o 12º e o 17º dia.

Ciclos de 31 dias: Período fértil ente o 13º e o 18º dia.

Ciclos de 32 dias: Período fértil ente o 14º e o 19º dia.

Ciclos de 33 dias: Período fértil ente o 15º e o 20º dia.

Ciclos de 34 dias: Período fértil ente o 16º e o 21º dia.

Ciclos de 35 dias: Período fértil ente o 17º e o 22º dia.

Ciclos de 36 dias: Período fértil ente o 18º e o 23º dia.

Ciclos de 37 dias: Período fértil ente o 19º e o 24º dia.



Atenção: Acima de 36 dias seus ciclos podem estar anovulatórios, ou seja, sem ovulação e você deve procurar seu ginecologista para fazer exames hormonais.

Abaixo de 24 dias sua fase lútea (que vai da ovulação ate o dia anterior à próxima menstruação) está muito curta, dificulta a fixação do embrião e pode ocorrer deficiência de progesterona. Convém fazer uma dosagem desse hormônio no sangue no 7º dia depois da ovulação, que é quando ela atinge seu pico.

As estatísticas dizem que:

2% das mulheres apresentam ovulação no quarto dia do ciclo 

17% no décimo sétimo dia.

A maioria das ovulações ocorre entre o 12º e 13º dia do ciclo

1% de chances de estarem em sua janela fértil já no segundo dia do ciclo (2º dia de menstruação).

Fonte: E-family.net

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Emagrecer para engravidar...


10 razões para emagrecer (antes de engravidar)



1. Mais tempo para ficar grávida 

A obesidade pode dificultar a concepção. se ambos os parceiros forem obesos (ou seja, Imc acima de 30), eles demoram mais tempo para engravidar, comprova uma pesquisa dinamarquesa realizada com 48 mil casais e publicada na revista Human Reproduction, no ano passado. Em geral, eles têm probabilidade três vezes maior do a de um casal com peso adequado de levar mais de um ano para engravidar, o que os médicos chamam de baixa fertilidade. Os casais com sobrepeso (Imc entre 26 e 30) também são afetados: tem uma vez e meia mais possiblidade de ter de esperar por mais tempo. A explicação está no impacto da obesidade sobre os hormônios femininos. Em alguns casos, o excesso de peso pode até mesmo ser conseqüência de algum distúrbio hormonal. os problemas mais comuns são a síndrome dos ovários policísticos e o hipotireoidismo (quando a glândula tireóide não produz hormônio suficiente), que podem até interromper a ovulação. Já nos homens, a obesidade também atrapalha a fertilidade. Ela influencia a produção de testosterona, o que pode afetar a vitalidade dos espermatozóides e também o desejo sexual, segundo um recente estudo escocês.

2. Mães gordas, crianças obesas

Gestantes com excesso de peso têm maior probabilidade de dar à luz bebês com peso acima da média. De acordo com uma pesquisa da universidade de Harvard (EuA), essas crianças também correm mais risco de se tornar obesas na primeira infância. A relação entre o ganho de peso gestacional e o sobrepeso da criança pode ser de origem genética ou comportamental, já que as crianças acabam herdando os hábitos alimentares da família. 
Além disso, a quantidade de peso ganho na gravidez também pode interferir no ambiente uterino, influenciando o crescimento fetal, o que reforça a tese de que certos tipos de doenças na vida adulta são “programadas” durante a gestação. Ainda que as conclusões sejam baseadas na quantidade de quilos ganhos na gravidez, não há como fugir: o “resultado final” (peso da mãe e do bebê) está diretamente relacionado ao peso da mulher ao engravidar.

3. Quanto engordar 

Claro que todas as mulheres têm de prestar atenção aos quilos ganhos durante a gravidez, mas quem já estiver com alguns extras antes mesmo de engravidar vai ter de se controlar mais. Não há consenso entre os obstetras sobre quantos quilos a mulher deve engordar durante a gestação; as tabelas seguidas por eles têm indicações variadas. Alguns recomendam entre 9 e 11 quilos, outros de 11 a 15 quilos. Há ainda outra tabela que estima que o ideal é engordar cerca de 15% do total do peso pré-gestacional. E não é só a quantidade de quilos ganhos que conta, mas a saúde, a idade e os hábitos alimentares da gestante. seja qual for a tabela que o obstetra vai seguir, todas levam em conta o estado nutricional da grávida e seu Imc ao engravidar. O que significa que, quanto mais alto esse índice, menos ela deve engordar.

4. Estou linda?

Por maior que seja a satisfação em estar grávida, nem todas as mulheres se sentem bonitas nesse período. uma das coisas que mais interferem no visual é o inchaço (ou edema). No rosto, por exemplo, aumenta o tamanho do nariz. Nos pés, dificulta o uso de sapatos e, nas mãos, o de anéis. 
Os edemas aparecem em 75% das gestantes e são mais freqüentes a partir do quinto mês. Não há como evitá-los totalmente, mas estar em forma, com certeza, facilita! 

5. Desconforto à vista 

O excesso de peso potencializa alguns desconfortos comuns na gravidez, como dificuldade para respirar e andar. Isso porque há um maior esforço cardiovascular para suportar os quilos a mais. o peso do abdômen também causa dores nas costas e nas pernas, aumentando a sensação de cansaço.  

6. Parto complicado  

A média do peso dos bebês de mulheres obesas é maior do que o normal, o que pode aumentar as complicações obstétricas durante o parto e, em conseqüência, a possibilidade de ocorrer uma cesárea. A obesidade também aumenta o risco de morte materna. No Reino Unido, por exemplo, estatísticas recentes mostram que metade das mulheres que faleceram por causa de doenças na gravidez ou parto eram obesas. Segundo o relatório, o risco é entre quatro e cinco vezes maior, tanto para a mãe quanto para a criança.

7. Recuperação no pós-parto 

As mães com sobrepeso ou obesas tendem a ficar mais tempo internadas e requerem ma
is medicamentos depois do parto. É o que mostra um estudo norte-americano realizado com 13 mil mulheres, publicado este ano no New England Journal of Medicine. Além do maior número de cesárea nesse grupo, outro motivo seriam complicações, como pressão alta, pré-eclâmpsia e diabetes, que também são mais freqüentes nele.  

8. Gravidez de risco 

Por causa de todos os itens relacionados até agora, grávidas obesas são consideradas pacientes de risco. Isso quer dizer que vão precisar de cuidados especiais como outras mulheres em condições frágeis (com diabetes, hipertensão e idade avançada, só para citar alguns exemplos). É, sem dúvida, preocupação extra para a família e para o obstetra.  

9. Seu corpinho de volta 

A conta é simples: se a grávida engordou nove quilos na gestação, mas já estava com três quilos acima do peso ideal, vai ter de perder 12 depois de o bebê nascer. Mas se já estava de bem com a balança... Dois (ou três, quatro, etc.) quilos parecem pouco, mas fazem a maior diferença no pós-parto: os últimos quilos são sempre os mais difíceis de perder. Não é o ponteiro da balança que emperra, mas, quanto mais próximo do peso ideal, o corpo queima menos calorias. Nesse caso, é preciso se exercitar mais, o que nem sempre é possível com um recém-nascido em casa! Mais um motivo para se preocupar com a dieta bem antes da gravidez. Além de voltar mais rápido ao peso, se a mulher não estiver muito gordinha ao engravidar, tem ainda menor risco de desenvolver estrias.

10. A próxima gestação 





Para quem tem preguiça só de pensar em fazer dieta e ginástica para voltar ao peso que tinha antes da gravidez, é bom saber que existem mais benefícios do que entrar na antiga calça jeans. Estudo sueco com 150 mil mulheres concluiu que aquelas que não conseguem voltar ao peso ideal após a primeira gestação podem sofrer complicações na gravidez seguinte. A pesquisa, baseada no IMC, concluiu que um ganho de um a dois pontos no índice já traz problemas: aumenta de 20% a 40% o risco de diabetes gestacional, de hipertensão ou de ter um bebê com excesso de peso. Entre mulheres que aumentam mais de três pontos, há 60% a mais de risco de parto prematuro.  


Já estou grávida... e agora? 


Para quem estava gordinha e ficou grávida inesperadamente, os cuidados com a gestação devem ser redobrados. Mas nada de dietas restritivas, que podem comprometer o desenvolvimento do bebê. O mais importante é priorizar a qualidade do cardápio, evitando alimentos ricos em calorias ou pobres em nutrientes. A quantidade de calorias que a gestante tem de consumir diariamente varia de acordo com sua altura, peso, condições de saúde e se pratica atividades físicas regularmente. Por isso, além das orientações do obstetra, vale também contar com outros profissionais, como endocrinologistas, preparadores físicos e nutricionistas.  

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI13773-10484-2,00-RAZOES+PARA+EMAGRECER+ANTES+DE+ENGRAVIDAR.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Acupuntura estimula fertilidade

Acupuntura também promove a fertilidade. Na mulher, porque aumenta o fluxo sanguíneo nos órgãos reprodutivos e normaliza a ovulação. "As pacientes que a utilizam respondem com mais rapidez aos tratamentos de fertilização", confirma o ginecologista Paulo Serafini, diretor do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva. Um estudo realizado pelo urologista Edson Gurfinkel, do Setor de Reprodução Humana da Universidade Federal de São Paulo, revelou que os homens também são beneficiados: com a acupuntura, eles têm um aumento médio de 25% na quantidade de espermatozóides.


NOVA YORK (Reuters Health) - As mulheres que tentam engravidar podem ser beneficiadas pela acupuntura, informou um estudo. Segundo uma análise da literatura médica, os benefícios da técnica para a fertilidade feminina revelou que pode ajudar a reduzir o estresse, aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos reprodutivos e ajudar a normalizar a ovulação, fatores necessários para ajudar a conceber.
Por isso, as mulheres poderiam acrescentar a acupuntura aos tratamentos contra infertilidade, informou Raymond Chang, da Cornell University e Meridian Medical, em Nova York -- clínica privada que oferece tratamento usando a técnica.

Quem tenta ter filhos costuma experimentar várias técnicas diferentes, e a acupuntura "certamente é uma boa alternativa, já comprovada", observou Chang.

Antiga terapia que surgiu na China há mais de 2.000 anos, a acupuntura consiste na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo. A teoria da medicina tradicional chinesa diz que esses pontos são conexões com vias de energia (meridianos) que correm pelo corpo, e a técnica ajudaria a manter esse fluxo energético natural.

Muitos estudos anteriores já haviam avaliado os benefícios da técnica quando associada a outros tratamentos de fertilização. Uma dessas pesquisas descobriu que mulheres que incorporam a acupuntura ao tratamento de fertilização in vitro (bebê de proveta) apresentam mais chances de engravidar do que as tratadas apenas com a técnica de reprodução assistida.

A fertilização in vitro envolve a coleta de um óvulo, fertilizado pelo espermatozóide de um homem em laboratório. Os embriões resultantes são transferidos para o útero.

Chang observou que um estudo anterior também demonstrou que mulheres que usaram apenas a acupuntura, sem outros tratamentos de fertilização, se mostraram tão propensas a conceber no mesmo prazo do que usuárias de medicamentos para combater problemas de fertilidade. Essa conclusão indica que a acupuntura "pode ser usada sozinha como tratamento padrão", disse o pesquisador à Reuters Health.

A equipe de Chang resumiu estudos recentes sobre acupuntura e fertilização na edição de dezembro da revista Fertility and Sterility.

Em relação a explicações ocidentais sobre como a acupuntura poderia afetar a fertilidade, os pesquisadores descobriram que a técnica pode exercer influência sobre centros no cérebro que afetam a ovulação, além de reduzir o estresse.

Chang explicou que, como o estresse pode impedir uma mulher de ovular, sua ausência geralmente promove a fertilidade. Essa tendência explica por que mulheres extremamente estressadas geralmente param de menstruar e por que casais geralmente concebem quando estão em viagem ou outras atividades de lazer.

Os pesquisadores também descobriram que a acupuntura pode aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos reprodutivos femininos, oferecendo a eles uma melhor irrigação. Além disso, a acupuntura parece melhorar o revestimento do útero, local ao qual o embrião adere após a concepção. Esse revestimento é como o "solo do jardim", explicou Chang -- se está desnutrido, o embrião não se fixa e a gestação não terá continuidade.

Chang observou que muitas pacientes já estão acrescentando a acupuntura a outros tratamentos para estimular a concepção. "Na minha opinião, cada vez mais as pacientes farão acupuntura porque perceberam que o melhor é tentar de tudo", disse o pesquisador.

Apesar das evidências, Chang considera necessário realizar mais pesquisas para analisar os benefícios da acupuntura sobre a fertilidade feminina. Ele lembrou que sua equipe está planejando um teste clínico para comparar mulheres submetidas à fertilização in vitro e à acupuntura a outras submetidas somente à fertilização in vitro para determinar se o tratamento milenar funciona como uma técnica adicional.

Fonte: Fertility and Sterility 2002;78:1149-1153.